Introdução:
Primeiramente gostaria de me apresentar: meu nome é Giovani Alves de Souza, sou nascido e criado em SP, mas com raízes em diversas regiões do Brasil, sertão de Minas Gerais, Paraíba, as montanhas de Espírito Santo, os Campos no Paraná, daí vem minha paixão pela Natureza; sou Biólogo, Professor de Ciências biológicas na rede pública de ensino.
Há mais de anos que venho atuando na área de conservação do ambiente por meio da Educação Ambiental, reprodução de plantas endêmicas de Mata Atlântica (em especial as epífitas, da família das bromeliáceas), Arborização Urbana etc.

A intenção principal do curso é mostrar como a paixão pela natureza me auxiliou na recuperação de minha qualidade de vida; salvo que tive problemas na adolescência (que vou expor nas aulas práticas) que me colocaram em situações de risco de vida, de problemas familiares e degradação pessoal.
O Curso visa a transformação pessoal, social e intelectual do indivíduo no que tange a importância de um meio ambiente saudável, onde se pode apreciar a natureza (ou o que resta dela) nas suas formas mais exuberantes, desde o funcionamento de um formigueiro até mesmo a revoada dos pássaros, a formação de microclimas no ambiente a nossa volta, no nosso bairro, na nossa cidade; para dai enxergar a Natureza não só como um bem material, mas sim como nosso lar, que deve ser tratado adequadamente.
Trataremos de temas como o inicio dos primeiros pensamentos sobre a importância de "cuidar do meio ambiente", as primeiras reuniões e trabalhos relacionados a Educação Ambiental, as grandes conferências mundiais sobre o Clima; sobre os verdadeiros trabalhos realizados neste seguimento, sobre Empresas, ONG's e órgãos governamentais que atuam efetivamente na Saúde e Qualidade de Vida do ambiente e de seus moradores (seja um inseto, uma árvore ou mesmo um de seus governantes).
A História da Educação Ambiental - No Mundo
Fonte de Pesquisa: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me001647.pdf
Aconteceu assim....
* No início da década, os problemas ambientais já mostravam a
irracionalidade do modelo econômico, mas não se falava em Educação
Ambiental.
* Em março de 1965, na Conferência de Educação da Universidade de
Keele, da Inglaterra, colocou-se pela primeira vez a expressão Educa-
ção Ambiental, com a recomendação de que ela deveria se tornar uma
parte essencial da educação de todos os cidadãos. Porém, como
observa Genebaldo Freire, os participantes do evento ainda definiam
educação ambiental, como "conservação, ou ecologia aplicada, e o veículo
seria a biologia". Vale lembrar que, no mesmo ano de 1965, Albert
Schweitzer, um dos lutadores pela ética ambiental, foi agraciado com o
Prêmio Nobel da Paz.
* No agitado ano de 1968, mais uma vez na Inglaterra, foi criado o Conselho
para Educação Ambiental, reunindo mais de cinqüenta organizações voltadas
para temas de educação e meio ambiente. Além disso, pelo menos mais seis
países europeus (Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Noruega e Suécia)
emitiram deliberações oficiais a respeito da introdução da educação
ambiental no currículo escolar. Mas a maior novidade do ano neste setor foi
a forma pela qual a educação ambiental passou a ser encarada: a UNESCO
realizou um estudo sobre o meio ambiente e a escola, junto a setenta e nove
de seus países-membros. Por este estudo, ficou claro que a Educação
Ambiental não deveria constituir-se em uma disciplina específica no currículo
das escolas, tendo em vista sua complexidade e a interdisciplinaridade. O
professor Marcos Sorrentino destaca mais dois conceitos revelados neste
trabalho: 1- o ambiente não deveria ser apresentado só como entorno físico,
mas compreendendo também os aspectos sociais, culturais, econômicos etc,
que são interrelacionados (compare com as palavras do Cacique Seattle, em
1854: "todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une uma família");
2- o estudo do meio ambiente começa pelo entorno imediato para
progressivamente descobrir os ambientes mais distantes.
Sob impacto do relatório do "Clube de Roma" e das movimentações da década de
60, a Organização das Nações Unidas (ONU) realizou, entre 5 e 16 de junho 1972,
a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, que atraiu
delegações de 113 países (inclusive o Brasil). Por ter sido realizada em Estocolmo,
capital da Suécia, ela ganhou o apelido: Conferência de Estocolmo. E para dar uma
idéia de sua importância, basta lembrar que, desde então, 5 de junho tornou-se o
Dia Mundial do Meio Ambiente. Para quem lida com educação, é fundamental
conhecer pelo menos três resultados deste evento mundial:
* Decidiu-se criar um organismo novo da própria ONU, só para a área ambiental:
o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que foi
instalado no mesmo ano, com sede em Nairobi, a capital do Quênia.
* Os 113 países assinaram a "Declaração da ONU sobre o Ambiente Humano",
cujo artigo 19 diz: "É indispensável um trabalho de educação em questões
ambientais, visando tanto as gerações jovens, como os adultos, dispensando
a devida atenção aos setores menos privilegiados, para assentar as bases de
uma opinião pública bem informada e de uma conduta responsável dos
indivíduos, das empresas e das comunidades, inspirada no sentido de sua
responsabilidade, relativamente à proteção e melhoramento do meio ambiente
em toda a sua dimensão humana".
No Brasil